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| Skyline de Hong Kong: novos arranha-céus surgem todos os anos. |
Pegue uma pitada da natureza exuberante do Rio de Janeiro, com montanhas de um lado e mar do outro. Misture com as cores fortes, os aromas e os sabores irresistíveis da China. Acrescente o ar cosmopolita de Nova York, com direito a muitas lojas de grife e restaurantes estrelados. Complete com um elegante toque inglês, mais 6 milhões de habitantes e muita animação. Eis uma boa receita para explicar por que a ilha de Hong Kong, no leste asiático, continua a ser um destino irresistível.
Muita gente apostava que toda essa ferveção terminaria no primeiro dia de julho de 1997, quando o território foi devolvido à China, após 155 anos sob o domínio britânico. Não faltou quem previsse que a decadência chegaria logo depois da meia-noite do dia da devolução – nos cinco anos que antecederam a mudança, cerca de 60 mil cidadãos debandaram para países como o Canadá, os Estados Unidos e a Austrália com a certeza de que teriam um futuro melhor fora dali. A revista americana Fortune chegou a sentenciar o fim da festa com uma reportagem, em 1995, cujo título era A Morte de Hong Kong.
Pois bem, 12 anos se passaram e Hong Kong não só sobreviveu como também se manteve criativa e próspera. Na prática, pouca coisa mudou. Denominada agora “região administrativa especial”, a ex-colônia trocou as cores inglesas da bandeira por uma flor, a bauínia, um dos símbolos da ilha. Como parte do acordo de devolução, os chineses concordaram que tudo, o sistema legal incluído, ficaria do jeito que era pelo menos até 2047. A maioria dos que emigraram voltou e o dinheiro continua a circular farto, mesmo em tempos de crise econômica.
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