| André Phergom | Tudicofusi | Ianire Soraluze |
Rober Dognani foi o grande destaque do 1º dia da Casa de Criadores, projeto criado por André Hidalgo, que chega a sua 24ª. edição. Último a entrar na passarela, ele mostrou uma coleção extremamente sexy, com muitos microvestidos e pitadas rocker. O lamê dourado, usado em algumas peças, faz eco às passarelas internacionais – impossível não lembrar da Prada. A noite começou com a apresentação da Phergom, marca de André Phergom, que buscou inspiração no rock à La Morrison, vocalista e alma da banda inglesa The Smiths. A linha masculina veio bem mais consistente, com peças ajustadas e jaquetinhas de couro. Já o feminino deixou a desejar: eram apenas quatro looks, sendo que dois, eram variações do mesmo vestido. Troca-se o rock por jazz e entra em cena a coleção da No Hay Banda, criada pela dupla Cláudia Mine e Bruna Santini. O clima era noir, com referências da Segunda Guerra Mundial – e muito preto na passarela. João Pimenta, terceiro a desfilar, só faz moda masculina e, desta vez, surpreendeu propondo formas femininas para eles. O estranhamento é grande, já que não estamos acostumadas a ver homens com quadris sinuosos e cinturas de vespa. Ianire Soraluze, indicada ao Prêmio Moda Brasil, na categoria estilista revelação, foi outra a se inspirar nas guerras. Em sua quarta coleção, deixou de lado o romantismo e mostrou um trabalho correto, com muita alfaiataria, abotoamentos duplos e boas peças – destaque para as calças e jaquetas/casacos desconstruídos. Tudicofusi foi com força e fé na malha, em moulage, criando looks unissex e versáteis.
por Renata Piza
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